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Aula de amostra Temos aqui um monitor completamente parado que não apresenta brilho na tela a o filamento do CRT não acende Para


Aula de amostra

Defeito: Monitor parado

Temos aqui um monitor completamente parado que não apresenta brilho na tela e o filamento do CRT não acende
Para começar nossa análise vamos sempre medir a tensão nos dois pinos do capacitor principal

Estamos nos referindo ao maior capacitor do lado primário da fonte



É importante que você coloque a ponta preta do multímetro no negativo do capacitor e não no GND do monitor pois a terra do primário é isolado do secundário. Sendo assim coloque a ponta vermelha do multímetro no lado positivo do capacitor e a ponta preta no negativo do capacitor


Este teste é importante pois assim é possível saber se o defeito está na fonte chaveada ou se está antes do capacitor
Se ao medir nos terminais do capacitor você encontrar zero volts, trata-se de um defeito fácil de resolver pois o defeito está antes do capacitor

Nesse caso o defeito pode ser:

_Chave principal defeituosa ou com mal contato

_Trilhas rompidas

_Fusível aberto

Caso o fusível esteja aberto, é provável que a ponte de diodo esteja em curto ou ainda o FET do primário a fonte

Entretanto, um dos defeitos mais complicados que o técnico encontra é quando existe 150V ou mais nos terminais do capacitor principal, porém a fonte está inoperante

Quando isso acontece o defeito pode estar na própria fonte chaveada, mas é mais comum que esteja em algum componente do secundário

Quando você liga o monitor e ouve um pequeno ruído e a fonte não arma, é mais provável que o defeito esteja em componentes do secundário

Nesse caso o defeito pode estar

_ No fly-back

_No FET de potência do secundário da placa

_ Em algum dos diodos do secundário da fonte

Vamos começar fazendo um jumpeamento do transistor de saída horizontal




Esse teste é interessante pois testa o fly-back e também o transistor de saída horizontal e evita a dessoldagem de componentes da placa

_Deixe o monitor fora da tomada

_Prenda a ponta negativa do multímetro em um ponto GND do secundário que pode ser aquela cinta metálica que serve de aterramento do CRT

_Prenda a ponta positiva do multímetro no +B do fly-back
Se você tem dúvidas em qual é o +B do fly-back, trata-se sempre de um capacitor eletrolítico que suporta tensões maiores. Geralmente é um capacitor de 160V mas as vezes pode ser também de 250V

Você tanto pode prender a ponta do multímetro no lado positivo do capacitor do +B do fly-back, quanto no próprio pino +B do fly-back pois em algumas placas de monitor este pino é marcado como +B, o que facilita sua localização

Após prender as pontas do multímetro nos pontos certos, aplique um jumper entre base e emissor do transistor de saída horizontal de acordo com a figura acima

Agora ligue o monitor à tomada elétrica e observe a subida do ponteiro

Compare antes de depois de fazer o jumper
Se antes de fazer o jumper a tensão estava muito baixa ou com zero volts e agora com o jumper o ponteiro dá um salto forte, significa que o defeito realmente estava no fly-back

Note que este teste deve ser feito com um multímetro analógico pois com o multímetro digital não seria possível observar a subida do ponteiro

Este teste deve ser efetuado rapidamente pois em alguns monitores quando desligamos o fly-back, a fonte pode subir muito além do valor do capacitor de filtro da fonte do +B do fly-back e se ficar ligado muito tempo pode ocorrer a explosão de alguns capacitores

Existe outro teste que pode ser feito no fly-back que consiste em medir entre a chupeta de alta tensão e o ABL
Com o monitor desligado coloque uma ponta do multímetro no terminal da chupeta do fly-back e a ponta vermelha no pino ABL do fly-back

Não é necessário dessoldar o fly-back da placa





Utilize um multímetro analógico na escala de 10K ou superior
Na escala de 10K você deverá notar apenas um pulo muito discreto que corresponde a carga do capacitor interno que existe entre a HV e o ABL

Em um fly-back em bom estado, deve haver altíssima resistência entre a chupeta e pino de ABL do fly-back
Caso a resistência esteja baixa, o fly-back está em curto

Muitos fabricantes de monitor marcam o pino de ABL, mas caso não saiba qual é o pino de ABL, basta medir da chupeta para todos os pinos do fly-back. A resistência deverá ser altíssima entre a chupeta e todos os pinos do fly-back

Se o defeito não estiver no fly-back, faça um teste das linhas das fontes de alimentação
O teste deve ser feito com o multímetro analógico na escala de 100R
Deve-se checar as resistências entre os catodos dos diodos até a GND para ver se as mesmas estão muito baixas no inverso

Falamos em sentido direto quando a ponta preta está no GND e a ponta vermelha está no catodo do diodo e sentido inverso quando a ponta preta está no catodo do diodo e a ponta vermelha está no GND

Se a resistência for igual nos dois sentidos, significa que existe algo errado naquela linha
O defeito pode estar no próprio diodo retificador daquela linha ou ainda em componentes os quais aquela linha alimenta

A exceção é apenas para a a linha do filamento pois o mesmo é como se fosse uma pequena lâmpada e tem baixa resistência, por isso é de se esperar que se encontre baixa resistência

É fácil localizar a fonte do filamento pois é o capacitor de menor tensão do secundário da fonte de alimentação

Caso você retire o soquete do CRT, o curto aparente desaparecerá

Geralmente os curtos que são capazes de desarmar a fonte do monitor, são curtos nas fontes mais altas pois isso concentre sua análise sempre nas fontes mais altas.
Pelo própria tensão do capacitor eletrolítico de uma fonte é possível saber se a fonte é alta ou baixa

Até a próxima aula

Prof. Moisés F. Pereira


                           Acrisoft
                         
Responsável: Prof. Moisés F. Pereira
         
 
                  CREA-SP:5062053109 
                              

                         
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